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  • Yuri Araujo

Combate político com amor

Não é utopia, mas verdadeira necessidade. Nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo nos ensina a amar até as pessoas que consideramos inimigas. Ele nos alerta, contudo, que os nossos verdadeiros inimigos são potestades e não humanos. São os espíritos do mal que movem os homens contra as virtudes. O inimigo não é o corrupto, mas o espírito da corrupção. Não é o governante autoritário, mas o espírito da tirania e do orgulho. Se viramos as baterias contra pessoas, não atingimos o alvo. Corremos o risco de agir do mesmo modo que o adversário, como meras vítimas do verdadeiro inimigo de ambos. Acertamos o alvo quando miramos e combatemos o espírito da mentira, não o mentiroso, nosso semelhante. Afinal, também temos a influência desse espírito e não podemos o combater ali, favorecendo um ambiente para ele morar aqui.


Ora, se eu minto para combater o mentiroso, ambos somos mentirosos, dando vitória ao espírito da mentira, cujo pai sabemos bem de quem se trata. Essa é a ilustração que se encaixa em todos os embates políticos. Os fins não justificam os meios porque os meios já definem o nosso caráter. Lembro de um provérbio milenar chinês que diz: “O ato faz o hábito. O hábito, o caráter. O caráter, o destino”. A ansiedade de combater um semelhante nos empurra ao que odiamos nele. Portanto, jamais odeie alguém, por mais odioso que pareça. Ame-o e honre o Pai, que nos ama e nos perdoa, apesar da nossa desobediência. Deteste o ódio, a potestade da ira e causadora de muitas injustiças.


O amor político precisa balizar o comportamento de todos os atores da política, sejam governantes, sejam opositores, para que o debate resplandeça saudável, em vez de gerar mais e mais contendas, para que o povo seja o maior beneficiado. Afinal, todos os políticos, se não são, deveriam ser servidores do povo, servindo (claro) a Deus, acima de tudo. Mesmo diante de situações graves, em que há suspeita de corrupção ou de atos autoritários, não podemos agir como “justiceiros”, insultando, amaldiçoando e condenando, porém, a favor das virtudes e contra os maus espíritos. Ou seja, combatendo o roubo, mas não desejando destruir o irmão que está cometendo o erro. Combatendo o orgulho, mas não odiando o que ainda é orgulhoso, que permanece iludido pelo ego que geralmente é enganado e inflado pelo espírito da desobediência.


É repugnante, embora comum, a exploração política predadora, principalmente, quando o objetivo é condenar o adversário com campanha sistemática contra a sua reputação. Esse comportamento afasta toda a classe política da verdade. Faz com que o governante fique na defensiva, lutando até contra as investigações, e os opositores, por sua vez, na ganância de “destruir” o adversário, peca contra Deus. Jesus diz que basta amaldiçoar alguém para cometermos assassinato contra o seu espírito, pois o está matando no coração. Tenhamos prudência espiritual. A desobediência a Deus é um ato autodestrutivo.


O amor político não é utopia. Não creia que estamos condenados a viver o que é ordinário. Tenha coragem de ser extraordinário, diferente, e de semear o bem, mesmo que lhe pareça impossível ou que ninguém faça. Confesse Jesus como o seu Senhor e deixe que Ele trabalhe em você a vontade de Deus para a sua vida. Lembre-se de Quem você é filho, em espírito e em verdade. Lembre-se também do que Jesus nos disse: “sede perfeitos como o vosso Pai Celeste é perfeito”.


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